segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Homenagem ao dramaturgo Mário Bortolotto é realizada em São Paulo


Pessoas ligadas à classe artística de São Paulo participaram de um protesto contra a violência e em homenagem ao dramaturgo Mário Bortolotto, de 47 an
os, na noite deste domingo, dia 6. O protesto começou por volta das 21h00 horas no Espaço Parlapatões.

O dramaturgo foi baleado em uma tentativa de assalto em torno de 6h00 de sábado, dia 5. Os assaltantes renderam 20 pessoas no Espaço Parlapatões, na Praça Roosevelt, na tentativa de assaltar o bar do teatro. Segundo pessoas no local, Bortolotto reagiu e os assaltantes atiraram em sua direção. Ele foi levado para Santa Casa de Misercórdia, já passou por três cirurgias e seu estado é grave. O ilustrador Carlos Carcarah também foi atingido por tiros, foi levado para Hospital Sírio Libanês e passa bem.

Artistas e amigos do dramaturgo leram textos que foram seguidos de aplausos. O ator e diretor Hugo Possolo, afirmou que Bortolotto é um dos símbolos da Praça Roosevelt, região bem movimentada devido aos teatros e programação cultural do local.

Mário Bortolotto nasceu em Londrina em 1962. O paranaense vive em São Paulo desde os anos 1990. Fundador do Grupo Cemitério de Automóveis, escreveu e dirigiu várias peças de teatro. Venceu o prêmio Shell de melhor autor de peça teatral com Nossa Vida Não Vale um Chevrolet, em 2001. Duas peças suas, A Lua é minha e Brutal, podem ser vistas no Espaço dos Satyros e Espaço Parlapatões, respectivamente.


A Lua é minha
Até 16 de dezembro

Espaço dos Satyros
Praça Roosevelt, 214.
Quartas às 21h.
Ingressos de R$10,00 à R$20,00.



Brutal
Sem data prevista para término da temporada


Espaço Parlapatões
Praça Roosevelt, 158.
Sexta às 23h59.
Ingressos de R$15,00 à R$30,00.



Foto de Mário Bortolotto: Evelson de Freitas/Agência Estado

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