terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Entrevista com o ator Cleber Galo

Cleber Galo tem 20 anos e há 6 decidiu que queria ser ator. Ele nos conta um pouco sobre sua formação e os desafios da carreira.

Teatrando - Primeiro gostaria que você falasse um pouco sobre sua formação. e experiência no meio.

Cleber Galo - Estou na área há uns 6 anos. Comecei fazendo um curso amador e como gostei, quis me aprofundar mais no assunto.

Fiz 1 ano da Escola de Atores do Wolf Maya, mas parei para cursar Teatro na Universidade Anhembi Morumbi, e estou no sexto semestre.

Teatrando - Com o que você já trabalhou no meio?

Cleber - Já fiz tudo o que é possível como ator; gravei 3 curta-metragens, 2 comerciais e simulações para programas de TV. No teatro, participei de mais ou menos 15 peças, entre elas, apenas uma profissional, Cardiff, que foi montada 3 vezes (2004,2006 e 2008) e sempre premiada, além de ter ficado em quinto lugar na Veja São Paulo durante a temporada.
Na Universidade eu já estive em 3 peças, fora uma cena de mímica que foi levada para o São Paulo Fashion Week.

Teatrando - Você acha que os cursos e a faculdade são absolutamente necessários ou conta mais o dom?

Cleber - Eu acho que tudo é válido e necessário. Ter um curso acadêmico no currículo é valioso, mas as vezes, a prática pode valer mais. O dom apenas não tem muita serventia se você não souber utilizá-lo corretamente. Muitos atores aperfeiçoaram seu dom; outros, vivem e interpretam muito bem graças às técnicas que aprenderam.

Teatrando - Quais são os maiores desafios do teatro, na sua opinião?

Cleber - Assim como outras profissões, há muitas dificuldades. Conquistar o próprio espaço é um fator complicado, já que quando conquistado e não mantido, você cai, talvez sem volta.
O público é uma coisa que me incomoda ultimamente. Fui assistir “Salve Geral” e me assustei com atitudes de garotos durante a sessão. Fiquei muito pensativo sobre pra quem estou trabalhando, por qual motivo, quem vai me assistir por livre e espontânea vontade se eu não alcançar a fama ou um lugar ao sol na TV.
Mas, são fatores que devem ser eliminados para se trabalhar
Quanto ao dinheiro, eu penso da seguinte forma: se alguém é bom, e tem muita qualidade profissional, vai conquistar seu espaço e talvez até mesmo o sucesso, basta saber fazer e como fazer.
Foto: Lethicia Galo

Últimos dias para conferir Anatomia Frozen

O espetáculo Anatomia Frozen está nos últimos dias de sua temporada, com apresentações no Espaço Parlapatões.
O trio da premiada peça Agreste se reúne novamente para mais um sucesso de crítica. Com direção de Marcio Aurélio e os atores Joca Andreazza e Paulo Marcello (foto), o drama aborda temas tabus, girando em torno da violência contra crianças e como o abuso pode refletir na formação de uma vítima.

Para isso, Anatomia Frozen retrata a vida de um pedófilo, da mãe de uma de suas vítimas e de uma psiquiatra que apresenta uma tese sobre assassinatos em série.
Até 10 de dezembro

Praça Roosevelt, 158
Quarta e Quinta às 21h
Ingressos R$30,00 (inteira) e R$15,00 (meia)
Telefone: (11) 3258-4449

Foto: Divulgação

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Espetáculo faz homenagem ao poeta Patativa do Assaré


A estréia da peça Quixote Caboclo foi neste ultimo sábado (5), no Sesc Pompéia. A peça fala sobre um caboclo que aprisiona um passarinho, mas a ave não quer cantar. Com cordéis e danças populares o espetáculo presta a sua homenagem ao poeta Patativa do Assaré. A peça infantil é inspirada em poemas e mistura as linguagens do teatro popular, animação e danças tradicionais.

O espetáculo pretende adentrar o ninho desse pássaro mágico-mítico. O canto patativano poderá ser ouvido em cada cena, nas quais o público poderá viajar de carona no vôo deste pássaro e vislumbrar os caminhos, as situações, as personagens, os cenários que constituíram os seus muitos ninhos e as suas muitas faces

Teatro Sesc Pompeia
De 5 a 27 de dezembro (exceto dia 20)

Rua Clélia, 93.
Sábado, 13h30 e domingo, 12h.
INgressos: de R$ 2,00 a R$ 8,00.
Telefone: (11) 3871-7700.

Foto: Divulgação

Homenagem ao dramaturgo Mário Bortolotto é realizada em São Paulo


Pessoas ligadas à classe artística de São Paulo participaram de um protesto contra a violência e em homenagem ao dramaturgo Mário Bortolotto, de 47 an
os, na noite deste domingo, dia 6. O protesto começou por volta das 21h00 horas no Espaço Parlapatões.

O dramaturgo foi baleado em uma tentativa de assalto em torno de 6h00 de sábado, dia 5. Os assaltantes renderam 20 pessoas no Espaço Parlapatões, na Praça Roosevelt, na tentativa de assaltar o bar do teatro. Segundo pessoas no local, Bortolotto reagiu e os assaltantes atiraram em sua direção. Ele foi levado para Santa Casa de Misercórdia, já passou por três cirurgias e seu estado é grave. O ilustrador Carlos Carcarah também foi atingido por tiros, foi levado para Hospital Sírio Libanês e passa bem.

Artistas e amigos do dramaturgo leram textos que foram seguidos de aplausos. O ator e diretor Hugo Possolo, afirmou que Bortolotto é um dos símbolos da Praça Roosevelt, região bem movimentada devido aos teatros e programação cultural do local.

Mário Bortolotto nasceu em Londrina em 1962. O paranaense vive em São Paulo desde os anos 1990. Fundador do Grupo Cemitério de Automóveis, escreveu e dirigiu várias peças de teatro. Venceu o prêmio Shell de melhor autor de peça teatral com Nossa Vida Não Vale um Chevrolet, em 2001. Duas peças suas, A Lua é minha e Brutal, podem ser vistas no Espaço dos Satyros e Espaço Parlapatões, respectivamente.


A Lua é minha
Até 16 de dezembro

Espaço dos Satyros
Praça Roosevelt, 214.
Quartas às 21h.
Ingressos de R$10,00 à R$20,00.



Brutal
Sem data prevista para término da temporada


Espaço Parlapatões
Praça Roosevelt, 158.
Sexta às 23h59.
Ingressos de R$15,00 à R$30,00.



Foto de Mário Bortolotto: Evelson de Freitas/Agência Estado

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Vida Vlatt na pele de seis personagens



Na peça A Vida é uma comédia a atriz Vida Vlatt intrepreta seis personagens diferentes. Um dos personagens é a empregada Ofrásia, debochada que foi revelada por Clodovil Hernandes no programa A Tarde é sua, na emissora RedeTV .

A atriz também interpreta uma nordestina que supostamente seria a prima do Lula. Uma sacoleira italiana que se chama Carmela, também marcar presença no palco com seus produtos inúteis. E deixa todo mundo louco quando começa a falar dos seus problemas pessoais, que incluem um marido aposentado, um filho gay e uma filha desvirtuada.

Vida Vlatt ainda interpreta os papéis de Sarah Goldman, professora de arte culinária cujos pratos nunca dão certo; a menina tinhosa e mimada Magaléti, que tenta convencer a platéia aos berros da legitimidade de suas exigências absurdas, e o obstinado delegado de polícia Botelho Pinto, que aos poucos, relata a maneira nada convencional com que comanda sua delegacia.

Após um longo processo de pesquisa e estudos de expressão corporal e teatro, A Vida é uma comédia conta com mudanças de figurino e cenografia em cena aberta, e é uma peça para divertir a família.


Teatro do Ator
Até 17 de dezembro

Praça Roosevelt, 172 - Consolação

Quintas-feira às 22h
Telefone: (11) 3257-2264


Fotos: divulgação

Grupo Tapa aborda universo masculino na peça Cloaca



Quatro amigos da época de faculdade se reencontram e fazem um balanço de suas vidas, repletas de dramaticidade, nuances e humor. André Garolli, Brian Penido Ross, Dalton Vigh e Tony Giusty vivenciam os personagens que testam os limites entre a amizade e o egoísmo no palco do teatro Nair Bello. A direção é de Eduardo Tolentino, fundador do Grupo Tapa.

A comédia dramática mostra o encontro circunstancial de quatro amigos de juventude no apartamento de um deles. Todos estão na faixa dos quarenta, todos eles trabalham para o Estado e trocam a saudação Cloaca desde a faculdade. O texto é da autora holandesa Maria Goos e foi escrito em 2002.

A montagem é pontuada pelo humor franco e aos poucos ele vai se acidificando e trazendo à tona velhas brigas, ciúmes e claro, invejas. A aparição feminina se dá no persongem de uma prostituta contratada para divertir os quarentões que estão com os nervos à flor da pele, embora o olhar feminino seja constante no texto de Maria Goos.

Teatro Nair Bello
Até 13 de novembro

Qui. e Sex.: às 21h. Sáb.: 21h30 e Dom.: 19h.
Shopping Frei Caneca
Rua Frei Caneca, 569 - São Paulo.
Ingressos de R$30 a R$40.

Foto: Divulgação

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A Falecida Vapt-Vupt no SESC Consolação

O Grupo Macunaíma de Teatro e o Centro de Pesquisa Teatral do Sesc Consolação apresentam o espetáculo A Falecida Vapt-Vupt, com direção de Antunes Filho.

Escrita em 1953 por Nelson Rodrigues, foi uma das primeiras peças em que o autor colocou os personagens suburbanos como protagonistas.

A história gira em torno de Zulmira, uma mulher de classe média baixa que não vê grandes expectativas na vida. Tuberculosa, planeja os detalhes do próprio enterro. Ela é casada com Tuninho, um homem desempregado e aficionado por futebol. Eles vivem o impasse de Zulmira, que deseja se vingar da prima antes de morrer e um funeral luxuoso como redenção por sua precária condição de vida.


Teatro Sesc Consolação
Até 12 de dezembro

Rua Dr. Vila Nova, 245
Sexta às 21h e sábado às 19h e 21h
Ingressos R$10,00
Telefone: (11) 3234-3000

Foto: Divulgação